14 de agosto de 2013

Fazer o que ama ou amar o que faz?



Eu, pessoalmente, fico com a segunda opção. Acho mais simples e mais fácil de dar certo.
Outro dia li um texto muito interessante sobre o que pode acontecer quando se escolhe um hobby como profissão. Na esmagadora maioria dos casos, isso só serve para fazer o coitado que toma essa decisão a passar a odiar o hobby que antes tanto gostava.
Se difunde muito uma ideia de que quem escolhe como profissão algo que gosta de fazer não precisa “trabalhar” nem um dia em sua vida. E quem entra nessa tende a achar que a vida profissional será um mar de rosas. A vida real, infelizmente, não é bem assim. Trabalho tem responsabilidades, tem prazo, tem pressão, tem desentendimentos, tem stress, tem problemas. E tem o dinheiro, também: nem sempre fazer o que se gosta resultará na compensação financeira desejada. E aí, o que fazer? Há quem concorde em ganhar menos pra poder trabalhar com o que gosta, ao passo em que muitos preferem ter um trabalho “chato” que os permita bancar seus hobbies no final de semana. Mas tem gente que além de querer que o trabalho seja uma viagem à Disneylândia, também espera ganhar rios de dinheiro. O choque com a realidade, nesses casos, pode frustrar.
E há que se ter em mente que existe um fator indispensável pra qualquer trabalho: o dom, o talento, a capacidade, o jeito pra coisa. Quem já assistiu qualquer audição do programa Ídolos sabe que nem todo mundo que sonha em cantar tem talento pra isso. De nada adianta fazer o que gosta se estiver fazendo mal feito.
Essa história de “não desista dos seus sonhos”, “siga seu coração”, “você tem que fazer o que gosta” é envolta em uma nebulosa camada de dúvida e ilusão. Muito adolescente yuppie olha pra isso e acha que só porque vai escolher seguir carreira em algo que “curte” o trabalho vai ser a coisa mais fácil do mundo. E não é. Todo trabalho tem seus desafios, e em qualquer carreira o verbo “trabalhar” está presente. E vem cá. Qual é o problema em se trabalhar? Por que entender o trabalho como uma coisa ruim? Por que não entender que o trabalho, qualquer trabalho, pode ser bom e gratificante e dar bons resultados quando há comprometimento? Pra quê inventar essas ilusões e muitas vezes induzir os outros a escolherem a profissão errada?
Sou partidário da ideia de que temos que escolher como carreira algo que sabemos fazer bem. Os bons resultados é que trazem a sensação de satisfação e tornam o trabalho gratificante. Não estou dizendo que devemos ser masoquistas e escolher trabalhar justamente com aquilo que não gostamos, mas que somente gostar de uma área não é suficiente pra alguém escolher sua profissão. E não dá pra cair na ilusão de que o trabalho vai ser sempre pura alegria e diversão. Trabalhar pode, sim, ser muito bom e divertido, mas raramente se encontra um trabalho que seja melhor do que final de semana e férias. E o mais importante: independente de gostar ou não da área, não adianta esperar que o nosso emprego nos faça feliz. A iniciativa parte do nosso lado.
Goste do que faz, faça bem feito, dê o seu melhor, faça a diferença, e é muito provável que você será feliz na sua profissão.

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